Machio alguns dados históricos

Data da primeira metade do século XIX a criação da quarta paróquia que integrou o concelho, São Miguel do Machio, compreendendo os lugares de Machio de Baixo e de Cima e Vale Pereiras. Com efeito, os registos paroquiais desta freguesia aparecem, até 1835, integrados nos livros paroquiais da freguesia de Nossa Senhora do Pranto de Pampilhosa. Em Setembro de 1896, integraram esta freguesia, após terem sido desanexados da freguesia de Álvaro, os lugares de Maria Gomes, Portalegre e Travessa

O topónimo Machio surge pela primeira vez, de que temos conhecimento, num documento de 1241. Trata-se da sentença dada pelo bispo da Guarda na questão entre os priores de Pampilhosa e o da Vila de Álvaro sobre os dízimos do Machio. Ao levantar-se uma questão entre os priores de duas vilas sobre os dízimos deste lugar, parece ser legítimo afirmar que se tratava já de um núcleo populacional de dimensões relevantes.

Machio é também referido na Carta Foral de Alvares. Nela, pode ler-se a dado passo:

"….he carta de foro perpetuum que mandamos fazer eu martim gonçallluez e mjnha mulher maria viegas a vos homeens que pouoaaes essa nossa herdade d’alvares damo-lla e….. e vae a oujaaes e saae acima do machio de martim viegas e descendo ao zezere …"

O topónimo, ao ser referenciado nas confrontações de uma propriedade privada, indicia o seu povoamento no século XIII.

A paróquia de Machio, curato de apresentação do prior de Pampilhosa, é de invocação de S. Miguel, pertenceu ao bispado da Guarda até 4/9/1882, altura em que foi transferida para o de Coimbra. A sua igreja matriz tinha a actual localização e terá sido uma ampliação da capela de São Miguel já existente e documentada no livro de Visitações de Pampilhosa para os anos de 1700-1799.

A freguesia de Machio, em 1868, tinha 66 fogos e 270 habitantes (estatística paroquial), enquanto que os censos de 1890 lhe atribuem 82 fogos com 393 habitantes.

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